A IMPORTÂNCIA DA AVIAÇÃO EXECUTIVA NA ECONOMIA

Como um termômetro da economia, a aviação executiva oscila de acordo com as variações dos indicadores financeiros e especulações futuras. Empresários e investidores tem na aviação uma importante ferramenta que reduz o tempo e o desgaste de viagens rodoviárias, ou ainda, o tempo gasto utilizando a aviação comercial com check-in e conexões. Principalmente quando o passageiro está em uma localidade não atendida por voos diretos, as chamadas rotas regionais que, embora servidas por alguma linha aérea, são dependentes de conexões através dos hubs – aeroportos centrais em regiões metropolitanas – para ligar- se a outros destinos.

No Brasil, um país com dimensões continentais e mais de 5.000 municípios e mais de 2.600 aeródromos, as linhas aéreas atendem apenas 126 cidades e regiões metropolitanas deixando para a aviação executiva a missão de integrar o país a localidades mais afastadas. O Brasil conta com a segunda maior frota de aeronaves no mundo, com mais de 17.000 aeronaves registradas, desse total 1.700 aeronaves são jatos e turbo-hélices que servem a aviação executiva.

Com a expectativa da retomada de crescimento econômico no país devido as mudanças no governo federal ocorridas em 2017, a aviação geral teve um aumento de 12% no volume de operações saltando de 513.798 em 2016 para 582.735 em 2017, segundo dados publicados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Esses dados comprovam que a aviação tem um movimento diante da especulação do mercado, agindo antes dos reflexos macroeconômicos do país. Empresários agem de acordo com as perspectivas do mercado, e muitos migram da aviação comercial para o voo privado quando a perspectiva é boa, ou fazem o caminho inverso quando a volatilidade do mercado é esperada.

Um mercado que pode ser considerado mais estável em nosso país é o da aviação ligada ao agronegócio, que serve a fazendeiros ou empresários do ramo. Essa estabilidade se deve ao fato do setor deter a principal fatia do PIB Brasileiro, e também por contar com vários subsídios governamentais em decorrência de crise na produção. Além disso, muitas localidades não são atendidas pela aviação comercial ou contam com poucos voos, tornando o tempo de viagem inviável.

Apesar do alto custo para se manter uma aeronave, a aviação executiva é uma ferramenta indispensável para médios e grandes empresários que tem seu tempo limitado e não podem se indispor com os possíveis inconvenientes em voos comerciais. A aviação executiva tem o papel de transportar pessoas e cargas que geram negócios e riquezas para o país e, por isso, é uma das ferramentas mais importantes para a indústria nacional.

Sobre o autor:
Francisco Mendes é Consultor Aeronáutico nas áreas de leasing, comercialização e importação de aeronaves, marketing, expansão e manutenção de frotas. Profissional com mais de 13 anos de experiência no setor em mais de 26 países, também conta com várias empresas conhecidas mundialmente em sua lista de clientes e parceiros, dentre elas: Acia Aero Capital, Aerway Leasing, Avianca Brasil, Azul Linhas Aéreas, Banco Daycoval, Banco Safra, Bradesco, CSA MRO, Enaer, Força Aérea Brasileira, Latam Group, Map Linhas Aéreas, Peniel Aerospace, Polícia Federal do Brasil, Satena Aérolinea, Sterna Linhas Aéreas, Total Linhas Aéreas, Universal Turbine Parts, Vertical de Aviación, entre outras.
Francisco é brasileiro, casado com Thais Pordeus Mendes e é pai da Luiza (2) e do Francisco Neto (1).

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